where are we now?

Eu tava escrevendo um texto sobre a volta e os discos novos de três bandas, mas essa parte ficou tão grande que virou uma resenha do American Football LP2:

Eu(e acredito que todo mundo) nunca ia imaginar que isso poderia acontecer.
Pra falar sobre American Football eu preciso esclarecer algumas coisas, pois é uma banda um tanto desconhecida que toca um gênero um tanto desconhecido.
Tá ligado o “metal farofa” ou “hair metal”? O nome tinha “metal”, mas na verdade de metal não tinha nada, era hard rock. O emo dos anos 2000 é a mesma coisa: tem “emo” no nome, mas não tem nada de emo. Tanto que hoje muita gente se refere ao emo dos anos 90 como “real” emo.
American Football foi um dos pilares do emo(não lembro agora sobre outros gêneros, mas engraçado que as bandas mais influentes do emo, não são as mais famosas do estilo), eles lançaram um disco em 99, depois a banda acabou e os integrantes fizeram parte de muitas outras bandas do gênero.
É um estilo que foi um tanto… diria que ignorado na sua época e então esquecido até poucos anos atrás quando muitas bandas novas começaram um “emo revival”. Não sei se as pessoas começaram a ouvir mais o “real emo” por causa dessas bandas novas ou vice-versa, mas isso deu um “hype” ENORME no estilo. Enorme.
Aí quando o American Football anunciou que ia lançar um disco novo as expectativas de aparentemente todo mundo foram a estratosfera, o que resultou em muita crítica ruim.
“O segundo disco de uma banda que fez muito sucesso com o primeiro disco” é um assunto tão comentado que até virou pauta jornalística. Agora imagina você faz um disco que vira lenda anos depois do lançamento e 17 anos depois você resolve lançar um segundo disco. Meu cérebro tá dando um nó enquanto eu escrevo isso.
Uma coisa que eu achei engraçada foi que muita gente disse que esse é só mais um disco do Owen, projeto solo do vocalista do American Football, que a vida toda(até antes do American Football) só tocou emo. Não tamos comparando algo como Alexisonfire e City and Colour ou Distillers e Brody Dalle. É uma pessoa que nunca(ou quase nunca) tocou outro estilo. Meio óbvio que vai soar parecido, não?
Eu gostei do disco. Acho que a única crítica que tenho a ele é que ele não flerta tanto com math rock como o primeiro.
É um disco que vai ter um milhão de adjetivos, assim como o milhão de pessoas que ouvir ele.


Utilidade pública: Is this band Emo?

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Sophie’s Floorboard

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Esse post é uma pequena nota pra falar do meu amor pelo Sophie’s Floorboard.
Ele é um dos sites mais lindos da internet e com certeza o melhor blog de download do mundo.
É a Meca do rock underground, tem os clássicos e as bandas novas que já se consolidaram como futuros clássicos.
Ele foca em todas as ondas do post hardcore, emo(o emo dos anos 2000 não é uma onda) e punk rock e cobre bastante dos post e math rock. Também crust, grind e screamo.
Eu já disse que é o melhor blog de download do mundo?

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we are the revenants

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Mais uma vez meu bloqueio criativo some depois de um evento massa. Tô começando a achar que resenhas são minha sina.
Ontem fui no HC Skate Park e me passou tanta coisa pela cabeça que resolvi escrever. A primeira coisa que me passou pela mente foi “eu deveria ter vindo ontem também”, pois a lista de bandas era grande e eu não conhecia quase nenhuma ao vivo.
Parecia quase uma mini versão da Warped Tour(incluindo o calor) e pra mim foi um festival de “mixed feelings”, pois tinha muita gente conhecida. Nostalgia quase protagonizou.
Uma coisa que eu tenho a dizer do festival no geral é que apesar de eu conhecer(mesmo que só como musicistas) muitas pessoas que tavam tocando lá, a qualidade do show da maioria das bandas me surpreendeu. Provavelmente porque eu não vou mais pra Rio Preto todo final de semana, mas isso reafirma a minha teoria(não minha, minha, mas eu concordo e sigo) de que 80% do trabalho de uma banda é ser bom ao vivo. Não me refiro a famigerada “presença de palco”, digo a qualidade do som. A menos que você seja um gênio, só tocar sua música de qualquer jeito não vai surtir efeito nenhum. Pra alegria geral, tá cada vez mais frequente encontrar bandas assim.
Um dos momentos de nostalgia foi o show da Caso Geral, que segundo o vocalista, fez um set baseado nos shows antigos que a banda fazia, lá pra meados de 2000. Gritando HC, Pennywise, Bad Religion, Millencolin…
E com os meninos do skate andando na frente(as vezes em cima) do palco eu acho que eu finalmente entendi porque existe um subgênero chamado skatepunk.
Capivaras Kill é uma banda que eu gostei de tentar analisar. Uma vez eu descrevi eles como nu metal, já que o post-nu metal ainda(ainda) não existe. E é isso que eles tocam nos covers. Tocaram também The Kids Aren’t Alright e foi estranho ver um amigo de infância cantando essa música. Nessa hora a meia-vida do meu remédio quase deu uma falhada, mas fui entretida pela animação do show que contagiou a geral.
Lá de fora ouvi uma banda aquecendo com um jazz e comentei com meu amigo “Várias dessas bandas sempre aquecem um pouquinho antes do show com esses estilos diferentes(do rock), mas tocar um set inteiro assim ninguém faz, né?”.
Pois não é que fizeram? A banda chama Jascomfunk(mas eu não sabia disso até o show começar).
Tá certo que teoricamente não existe show ruim(pra nós que não entendemos de tocar [bem] música) de banda de jazz/funk/blues/ska, pois se você não tem muitos anos de pratica você não consegue tocar essas músicas.
Som tão bom que eu quase transcendi assistindo e não fui a única.
Eu só achei que o set deles foi muito curto, mas era um festival e era a penúltima banda da noite e a maioria das pessoas já tinha ido embora.
Bast foi a última banda a tocar. Meu amigo tinha me falado dela, eu vi a pagina do Facebook uns dias antes e achei a proposta da banda ótima.
Hoje é dia 28 de novembro de 2016 e eu vou ter que falar o óbvio de novo(até eu já tô cansada disso): é revigorante ver uma banda só de meninas tocando só música de meninas. Aqui no interior, infelizmente, quase não tem isso. E não só no interior eu me deparo com um número grande de pessoas que comentam “não conheço muita banda que tem mulher no vocal” e consequentemente não ouve elas. Ridículo, eu sei, mas isso ainda é muito frequente e mais frequente ainda é você ver a falta dessas influências. Numa cultura que é inundada de bandas cover, ninguém toca essas músicas que são boas pra caralho(ó, mundo falocêntrico).
Se eu soubesse de uma banda fazendo cover de Distillers eu ia dar adeus ao resto da minha dignidade e me acabar no show. E só pra lembrar: se a gente pensar nos anos 90, só tinha mulher no rock alternativo.
Voltando ao show, o setlist me surpreendeu já que eu não sabia exatamente o que ia encontrar, e também a baterista tocando Breed e Territorial Pissings seguidas no calor do fim de um dia escaldante(me arrependi de usar cinza) no meio daquela porcaria de fumaça que insistem em colocar nos shows. Parabéns colega. Tenho certeza de que ganhou a admiração sincera de todos os asmáticos presentes(eu).
Como eu citei acima, elas tocaram algumas músicas do Nirvana. Entre elas Smells Like Teen Spirit e nessa hora, olhando a banda e a plateia, a única coisa que me veio a cabeça foi uma frase de Nick and Norah’s Infinite Playlist que eu li no dia anterior: quando elas começaram a tocar Smells Like Teen Spirit “nós todos voltamos a ter sete anos de idade e começamos a dançar como se tivéssemos cuspido a Ritalina sem nossa mãe perceber”. É um clássico ¯\_(ツ)_/¯
E eu tô esperando o próximo fest.
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Problematizando o stage dive

Eu agora tenho uma opinião formada  sobre o stage dive:
Porque as pessoas são incapazes de agir como no video abaixo em todo show?

ou assim:

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Anti-Corpos

Esse texto esta em inglês, pois foi escrito pro site Calliope Magazine. Eu não sei quando vai ser publicado e queria colocar em uma plataforma pra mandar o link pra algumas pessoas. Não traduzi por preguiça. dsclp.

This post is in english because it was written for the website Calliope Magazine. I don’t know when it will be published and I wanted to upload it to a digital platform so I can send it to a few people.

 

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From the encounter of all the love and revolt we have inside comes this noise that can strengthen, encourage or deafen and destroy you.” – Anti-Corpos

Lesbian feminist hardcore is how Anti-Corpos define themselves.
As those are recurrent subjects on their lyrics and music, I believe it’s hard not to get surprised(whether as “I never thought about it” or “Yes! Finally someone is talking about it“) at every new song you listen to. Or shocked, if you’re not familiar with these ideas.
I believe one of the greatest things about the band is: they speak. And not generally.

Telling me how to act is as subtle as a lamp*, words of hate or a punch to the face.” – Sutil

All that is spoken through willingly yelled, loud stirring sound. Tearing.
Unlike a lot(a lot) of hardcore bands, their music doesn’t sound like a machine gun or a typewriter or any other analogy for something constant with no variation. But don’t take that as being melodic, they took only one small step towards it and while it makes a considerable difference it also makes me feel refreshed. Repetition can become tiring.
They’re the kinda band that makes you pay attention to them whether you want it or not. If you’re at a show or passing by a friend listening to it and you hear the initial riff to Sororidade you’re likely to go “Oooh… nice“. Just inevitable.
It’s like an approaching screaming or slap on the face instantly warming your heart.
Consequently it makes you think. That’s the primal beauty in punk and hardcore.
As hardcore is an energetic type of music, being at a show, you only want to soak yourself into the loud sound. I’ve only been to one of their shows and that’s the place for it. They sound as good live as they sound on the record. Maybe better. Dancers and headbangers were all around but as a wallflower I must say the no pushing, just touching-shoulders-in-a-crowded-room acting, riot grrrl style, was enjoyable.
Last year they released, Contra Ataque. It is an exciting EP. Seems to me it combines all the good there’s in hardcore. That excludes no variations in sound and unbearable to listen to vocals. Some folks can’t stand it, most folks can make it without it. That includes spoken word interludes(feminist chant in this case) and at least one mockery.
The two songs(Polícia Genocida and Anti-Corpos) from their new EP they made available on their Bandcamp a few months ago made me speachless and were making me look forward for this release.
I absolutely love Forma Prática de Luta. From it’s beautiful cover art to the two minute outro closing it to it’s powerfull start.
Intro Final, the last track, is an instrumental piece that shows us where this release’s influences came from. Makes so many great bands names pop in my head.
It’s a strong album and it’s the most melodic Anti-Corpos ever got.
It’s probably my favorite release of the year.
Starting on the 10th of July they’ve kicked off their second tour through Europe supporting the release of their then upcoming EP, “Forma Prática de Luta“, on Emancypunx Records. And, sadly, after that they went on hiatus. But who knows for how long? They’ve just released a new album.
On a last note, reviews are not meant to simplify, but if you want a short/quick description take this from one of their press releases: “Their music, message and attitude is nothing less than the perfect soundtrack to the annihilation of bigotry, inequality, machismo and homophobia“.


* To receive a lampadada(lamp) in your face in Portuguese refers to a hate crime in 2010 in Paulista Avenue, the biggest street of São Paulo, when a gay man was suddenly attacked with a fluorescent lamp as he was walking down the street.

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country punx

Eu quis escrever sobre esse show pra reafirmar o quão legal são esses eventos, então essa é uma “resenha geral”, fora as duas observações que faço sobre Menstruation e Blatta Knup.
E, por favor, ignorem o excesso de sentimentalismo do texto. Inevitavel as vezes.
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Sabado passado(30/04) fui ao Resistência Anti Fascista Fest. Cheguei atrasada(ajuda a vida se você lembrar que o GPS sempre erra por duas ou três quadras) e perdi a primeira banda. Uma pena, mas todo o tempo que passei lá fiquei admirando a beleza do “do it yourself”. Aquela beleza intrigante. Aquela beleza que traz a necessidade de estampar o nome do disco do Bulimia* em todas as superficies.
No meu caso não foi um lugar pra encontrar amigos, no sentido amplo que essa palavra tem. Porém encontrei poucos rostos familiares e novos com quem consegui ter uma conversa, mesmo que breve. Foram horas agradaveis. No final das contas, creio que foi correto quando uma moça chamou de “uma reunião de amigos”.
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Mestruation é uma banda que sempre me faz ter a mesma reação(quando vi ao vivo e por video): me vem a cabeça aquela frase clichê de filmes americanos “those guys do know how to up a performance”. E isso me leva a analise da palavra “performance”: em inglês ela significa demonstração/apresentação, e grande parte dos shows punks que já vi, eu tenho certa dificuldade em traçar a linha entre apresentação e performance(“performance art” em inglês). E eu acho isso incrivel.
Blatta Knup. Que banda! Que show! Quanta admiração criei. Fico feliz por conhecer mais uma banda que ensina sem doutrinar(pense nisso). Um trabalho digno da inspiração que transmitem e estou certa que não sou a unica que vê.
Há anos eu não sentia o que me ocorreu nesses ultimos dias. Não sei definir ao certo. É a mistura de uma velha lembrança(a pergunta enfatizada “porque não?”) e a vontade de montar um novo show por que quero ver essas bandas tocarem novamente.
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King For A Day by Jen and Sarah Blackwood

“KING FOR A DAY – Green Day (Jen and Sarah Blackwood live at NITE OWL in London, ON)”, meu cerebro demorou um pouco pra processar essa informação. Achei incrivel. Tão incrivel que fiz um post sobre isso.
Jen “Hellcat” Blackwood foi vocalista/guitarrista da banda Creepshow e quando ela saiu sua irmã, Sarah Blackwood, a substituiu durante alguns anos.
The Creepshow foi uma banda que me levou a loucura e me alegrava muito. Eu ouvia eles todos os dias. E o Green Day, especialmente o Nimrod, especialmente King For a Day, foi o que eu também ouvi incessantemente por alguns anos.
Ver esse video me deu uma sensação incomum(mas agradavel) de familiaridade que ficou ainda maior quando olhei pra lista de videos relacionados ao lado dele e tinha um link pra um cover da Sarah Blackwood de Underneath it All do No Doubt.
Eu não consegui assistir esses videos só uma vez.
Migas coetâneas.

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Throwback Thursday: Let Go

Ah, Let GoLet Go da Avril Lavigne é um disco que tem data pra mim.
Uma coisa leva a outra e eu lembrei desse disco hoje. Cheguei em casa, peguei ele empoeirado no fim da prateleira e coloquei no computador pra ouvir. A frente da capinha rachada, dentes da capinha quase todos quebrados, encarte caindo aos pedaços…
Em 2002 eu era muito fã de Avril Lavigne. Conheci ela num video de bastidores no site da Michelle Branch, procurei na internet, achei alguns fã sites, achei o disco que ainda não tinha sido lançado e comecei a ouvir. O tempo todo.
Ouvia o CD todo dia. Depois que comprei ele, emprestei pra todo mundo que quis(e quem não quis também) na escola.
Hoje ouvindo ele não consigo deixar de relacionar com 2002, uma época tão feliz na minha vida. Eu até fico um pouquinho feliz só de ouvir.
Apesar disso, tenho que dizer: o disco é bom. De verdade. Tem músicas boas nele. Rock, pop-punk e baladinha. O disco é massa.
Puseram a própria Avril pra co-escrever todas as letras, então pra uma menina de 14 anos era o disco mais perfeito da face da terra. Ainda mais com uma música que tem a frase “somebody rip my heart out and leave me here to bleed”.
Adicionaram a isso um clipe apelativo a adolescentes(tem algum lugar além do shopping pra eles frequentarem?), Complicated, dirigido pelos Malloy.
Eu adorava esse clipe. Eu gravava clipes da tv em fitas de video e quebrei uma de tanto voltar pra ver esse. Verdade.
Eu também botava Sk8er Boi no repeat bastante. Anything But Ordinary é um hino adolescente, começando pelo nome. Tomorrow e Things I’ll never Say são excelentes baladinhas, Naked fecha o disco com chave de ouro e Nobody’s Fool é uma música estranha com o refrão bom. Eu também gostava muito de My World. Provavelmente porque a letra conta uma história.
Tô ouvindo o disco agora e gostando dele de novo.

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Resenha: Ignite, São Paulo, 10/10/15

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Foto: Erik Mosharts

Sábado, fim de tarde, centro de São Paulo, rua Augusta, Inferno Club.
A minha opinião sobre os shows desse dia talvez não possa ser levada em consideração, pois foi difícil me concentrar devido a um problema pessoal. Mas apesar disso, eu quis escrever sobre eles.
Começando por ordem de apresentação: perdi o show do Dead Neck. Fiquei frustrada, eu queria ter visto.
O show do 30 foi legal. Ouvi pouquíssimo a banda antes desse show.
O show do Hundredth foi bem emocionante. Eu não conhecia a banda, ouvi em algum stream pouco antes do show e não achei nada demais. Também não achei ruim, só nada demais.
Quando eles subiram no palco e começaram a tocar minha reação foi de pura surpresa, “mas ein?… que… banda é essa?…”. Não fui a única. E foi incrível.
Quando eu tava saindo do evento literalmente trombei com os guitarrista e baterista. Eu elogiei o show deles e o guitarrista elogiou minha camiseta do Friends.
O show do Ignite foi bom, mas eu achei ele morno. Eu tinha expectativas demais pra esse show. Não faço idéia do que eu estava esperando, mas eu estava esperando. Assisti o DVD vezes demais. E eles tocaram só com uma guitarra, isso faz diferença.
Zoli é muito comunicativo entre as músicas. Um desses momentos memoráveis foi quando ele falou sobre a frente do palco. “Segurem as pessoas. Não deixem ninguém cair, levante-os. Se você vai ficar aqui na frente você tem que segurar todo mundo. Prepare-se pra pegar aquele gordão pulando com a bunda na sua cara”. Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre stage dive, mas tenho que concordar com essa frase.
Antes de tocarem War, uma música do disco novo, ele pediu pras pessoas lerem as letras das músicas. Citou Rise Against e pediu “Eu sei que hoje ninguém mais compra discos, então quando vocês baixarem eles, baixem as letras também, por favor”.
As letras são o que eu mais gosto no Ignite. Tanto que quando vi a camiseta “know your history” imediatamente sabia que compraria uma.
Eu gostei bastante do setlist, mas se não me engano, tocaram só músicas do Our Darkest Days e A Place Called Home.
Bleeding foi a última música antes do encore. Tenho certeza que se tivessem colocado ela como primeira música o show seria bastante diferente. Digo na interação de banda e público. O pessoal foi a loucura durante essa música.
Pra minha tristeza(mas eu tinha certeza que seria assim), tocaram Slowdown em versão acústica, como fazem já há uns anos. Ou desde sempre, não sei. E finalizaram com Who Sold Out Now?
By My Side estava no setlist(vi uma foto que alguém tirou pouco antes do show), mas não a tocaram e adicionaram outras.
O show terminou cedo, como em toda casa de balada. Umas 22h da noite.
Foram horas bem agradáveis.

 

Obs: esse texto foi na verdade um resumo, um mero comentário. Mas como eu disse, não quis deixar passar batido.

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Resenha: Millencolin, São Paulo, 14/11/15

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A primeira vez que eu ouvi Millencolin foi num CD gravado emprestado de um amigo, o qual eu quase risquei de tanto ouvir No Cigar e Fox. Isso foi em 2001 ou 2002 e desde então eu ouço a banda quase regularmente.
Em 2010 eu perdi o show deles no Brasil. Fiquei bem triste pois foi o show da turnê comemorativa do Pennybridge Pioneers, meu disco preferido deles.
No começo de 2015 eles lançaram o True Brew, que é um dos meus lançamentos preferidos desse ano e eu não sei mais se tenho um disco preferido do Millencolin. Eu amo o True Brew.
Quando anunciaram o show eu fiquei muito feliz. Depois de tantos anos, ver um show deles seria incrível, mas pegar a turnê desse disco foi lindo.
O show foi num sábado, no Carioca Club. Acabei chegando bem cedo, mas já tinha gente na fila debaixo dum Sol escaldante. Fiquei de lado olhando a banquinha de camisetas pirata.
Eu só fui em shows no Carioca Club duas vezes, e a mesma coisa aconteceu nas duas: o preço das camisetas dentro do show tava muito caro. Uns 30 reais acima da média. Acho que isso acontece sempre, já que nesses dois shows tinha gente vendendo camiseta do lado de fora.
Provavelmente porque nos últimos tempos tenho ido em bastante shows de produtoras independentes, eu achei engraçado o fato do Millencolin ser a única banda a tocar.
As portas abriram as 18h, eles subiram no palco as 20h e tocaram por exatamente(ou quase) uma hora.
Começaram tocando Egocentric Man, primeira música do disco novo, seguiram com três clássicas(Penguins & Polar Bears, Twenty Two e Fox), Sense & Sensibility e o show seguiu cheio de entusiasmo até o fim.
Terminaram a primeira parte do show com Kemp e Mr. Clean. O encore teve sete músicas e fecharam com No Cigar. Creio que mais energético seria difícil.
O setlist foi incrível. Eu só adicionaria Wall of Doubt ou Something I Would Die For, agora se fosse pra substituir alguma música eu ia pensar duas vezes.
Como alguém tem que falar algo durante as músicas, esse papel fica pra Mathias Färm e Erik Ohlsson e talvez pelo fato de o vocalista não ser tão comunicativo durante os shows algumas pessoas tenham a impressão de que o show não foi assim tão legal.
Durante e depois vi gente reclamando, “eu esperava mais”. A única coisa a mais que a banda poderia ter dado naquele show era sangue, mas isso é desnecessário. Não sei o que mais essas pessoas que reclamaram esperavam. Talvez mais entusiasmo? Como faz isso? Depende da platéia, a banda não controla, não é?
Outra coisa que eles não controlam é o som do lugar. Tava zoado. Tava desregulado e ruim, sim. Isso atrapalhou um pouco, mas o show em si eu achei ótimo e quero ver de novo.

“Like yin and yang there’s also the other side of me, acting based on emotion and sensibility”

 

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